O que é a síndrome geniturinária da menopausa?
É o conjunto de mudanças na vagina, na vulva e no trato urinário causadas pela falta de estrogênio: secura, ardor, dor na relação, urgência para urinar e infecções urinárias de repetição. Diferente dos calorões, esses sintomas costumam piorar com o tempo se não forem tratados.
Como tratar
- Estrogênio vaginal em dose baixa (creme, óvulo ou anel): age principalmente no local, com pouca absorção, e é uma das opções mais eficazes. Pode ser usado por muito tempo, sob acompanhamento.
- Hidratantes e lubrificantes vaginais, que ajudam no conforto e podem ser usados com ou sem hormônio.
- Fisioterapia do assoalho pélvico, quando há dor ou tensão na região.
- Outras opções, conforme o caso, que o médico apresenta na consulta.
E a libido?
O desejo sexual depende de muitos fatores, e o hormônio é só um deles:
- dor na relação, que faz o corpo evitar o sexo;
- sono ruim, cansaço e estresse;
- humor, ansiedade e depressão, e alguns medicamentos para eles;
- relacionamento e contexto de vida;
- queda de testosterona, que também ocorre nas mulheres com a idade.
Tratar a dor, o sono e o humor muitas vezes já melhora o desejo. A testosterona em mulheres é uma decisão específica, que só é considerada depois de resolver outras causas, com doses adequadas, acompanhamento e exames de controle.
Dor na relação e secura não são "coisa da idade" que se aceita. Conversar sobre isso na consulta é normal e faz parte do cuidado.
Fontes
- Consenso Brasileiro de Terapia Hormonal da Menopausa, SOBRAC/FEBRASGO, 2024.
- The 2022 Hormone Therapy Position Statement of The North American Menopause Society. Menopause, 2022;29(7):767-794.
Este conteúdo é educativo e não substitui uma consulta médica. Indicação, dose e via de tratamento dependem da avaliação individual. Os resultados variam de pessoa para pessoa.
